A oficina tem como objetivo lançar uma interlocução entre a comicidade feita por mulheres e as teorias feministas. Entender como os diferentes movimentos feministas reverberaram na cena feita por mulheres em especial na criação do risível. A oficina ocorrerá em três encontros no total de 6h. Cada encontro contará com uma artista –pesquisadora convidada. Tefa Polidoro abordará o grotesco na construção cômica. A proposta desse encontro intitulado, A GROTA QUE ME PARIU, tem como objetivo apresentar e discutir o conceito de “grotesco”, relacionando-o às novas epistemologias feministas e decoloniais. Daiani Brum tratará dos feminismos relacionados as lutas LGBTI+ e os atravessamentos com a cena cômica. O encontro abordará a palhaçaria feminista a partir dos estudos de gênero e de diversidade, sobretudo criados a partir da década de 1980, em diálogo com práticas e teorias do teatro e da palhaçaria. Qual é a necessidade de investigar uma palhaçaria feminista no Brasil, país conhecido mundialmente por ser nocivo para as mulheres e pessoas LGBTQIA+? Quais são as possibilidades oferecidas pela comicidade de mulheres (cisgêneras e transexuais, assim como pessoas não binárias) para o enfrentamento de tal realidade? Essa e outras questões serão discutidas, referenciadas e aprofundadas durante o encontro. Ana Fuchs, apresentará algumas relações que envolvem a construção do riso, feminismo e gênero. Como a comicidade em suas interlocuções com gênero pode gerar um espaço de luta não violenta ao visibilizar a perspectivas de mulheres e outros grupos que não são contemplados pela noção de espectador universal masculino, branco, classe média. Como o riso e construção do risível interfere na forma das pessoas entenderem o mundo e operarem sobre si. A oficina está prevista para ocorrer no modo presencial conforme as regras de segurança da COVID-19, contudo também poderá ser oferecida no modo online conforme necessidade do momento em relação a pandemia.